Quem Foi Cristóvão Colon?
Excerto do programa Sociedade Civil, passado na RTP2 em 22/01/2008.
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Supõe-se que Cristóvão Colon (Colombo) tenha nascido em Cuba - Alentejo, entre 26 de Agosto e 31 de Outubro de 1451, não sendo conhecidas muitas informações sobre os seus primeiros anos de vida, julgando-se que tenha adquirido uma formação escolar muito desenvolvida. Cedo iniciou as suas experiências no mar, iniciando-se como marinheiro aos 14 anos, viajando pela Europa e pela costa africana, chegando até à Guiné. Em 1476, naufragou na costa portuguesa, ao largo do Algarve, aportando a Lagos, de onde partiram vários exploradores de África. Estabelecer-se-ia então em Lisboa, onde já vivia o seu irmão Bartolomeo. Em 1480, casaria com Filipa Moniz, a filha do navegador Bartolomeu Perestrelo (donatário da ilha do Porto Santo), aí se fixando. Na biblioteca do sogro, estudaria as rotas marítimas. Adquiriria então conhecimentos ligados à navegação e à cartografia, havendo quem defenda que foi Portugal que fez de Colon, "Colon", ao reunir às suas características de navegador mediterrânico, o conhecimento português do Atlântico. Começava então a desenvolver o projecto de chegar à Índia por mar, navegando sempre para ocidente, antevendo a forma esférica da Terra. Apresentou o seu projecto ao Rei de Portugal, D. João II, que, não dando crédito às ideias de Colombo, resolveu não o apoiar na sua expedição. Durante muitos anos, procurou obter financiamento em Portugal, mas o projecto português passava pela descoberta de uma nova rota para o Oriente contornando África. Em 1485, já viúvo, fixa-se em Espanha com o filho Diego, vindo a conhecer, em Córdoba, Beatriz Enríquez, de quem teria o filho Fernando, posteriormente um dos seus biógrafos. Também em Espanha, não foi inicialmente bem sucedido na sua tentativa de levar por diante o projecto da sua vida. Conheceria então, em Palos, Martím Alonso Pinzón, posteriormente seu aliado na expedição que o levou a descobrir a América, o qual assumiria um papel relevante na obtenção das embarcações utilizadas na viagem: as caravelas Niña e Pinta e a nau Santa Maria. Finalmente, em 1491, conseguiria obter o apoio dos "Reis Católicos", Fernando de Aragão e Isabel de Castela, conseguindo ainda assegurar alguns privilégios, como o de se tornar vice-rei das terras a conquistar, assim como de receber um décimo das riquezas que encontrasse. A 3 de Agosto de 1492, partia do porto de Palos a expedição, composta por uma tripulação de cerca de 90 homens condenados, não incluindo qualquer representante religioso. Fariam uma paragem forçada nas Ilhas Canárias, para reparar danos na caravela Pinta, retomando, em 6 de Setembro, a sua rota, a qual seria alterada a 7 de Outubro, por sugestão de Pinzón, dirigindo-se a Sudoeste. Ao longo da viagem, foi aumentando o descontentamento da tripulação, tendo associado elevado risco de motim, com os tripulantes a exigir o regresso a Espanha. A 11 de Outubro, finalmente era avistada terra; no dia seguinte (12 de Outubro) Colombo chegava ao arquipélago das Bahamas, nas Pequenas Antilhas, pensando ter alcançado Catai (China) ou o reino de Cipango (Japão), baptizando a terra com o nome de San Salvador. Pouco depois, chegaria a Cuba e à ilha de La Hispaniola (ilha onde se localizam hoje a R. Dominicana e o Haiti), chamando aos seus habitantes índios. Em Dezembro de 1492, a caravela Santa Maria naufragava próximo da costa de La Hispaniola, passando então Colombo a comandar a Niña. Ainda antes do regresso a Espanha em Março de 1493, manda construir em La Hispaniola, o forte de La Navidad. Voltaria ao "Novo Mundo" por mais três vezes. A América (cujo nome apenas seria mais tarde atribuído, em homenagem a Américo Vespucci – amercador e navegador italiano, que seria o primeiro a constatar que as recém-descobertas terras do Novo Mundo constituíam um continente e não parte da Ásia) descoberta por Colombo centra-se nas ilhas do Caribe, nas costas da América Central e na "terra firme" da Venezuela. Na segunda viagem, partiu de Cádiz com 17 navios. Entre 1493 e 1496, explorou o Caribe, descobrindo as ilhas de Dominica, Guadalupe, Jamaica e Porto Rico. Em Novembro de 1493, o forte de La Navidad seria atacado e destruído. Na mesma época, fundou a primeira colónia europeia nas Américas, na actual R. Dominicana, a que deu o nome de Isabela. Contudo, os seus colonizadores (cerca de 1 500 homens), não encontrando nela as riquezas esperadas rebelam-se também, pretendendo regressar a Espanha. Entretanto, juntamente com o seu irmão Bartolomeo, havia fundado a capital de Santo Domingo, ao qual atribuiu o governo das novas terras, mas que viria também a sofrer uma rebelião, devido às pesadas taxas impostas. Teria muitas dificuldades em conseguir formar a tripulação para a sua terceira viagem, para o que teve de recorrer a condenados pela justiça. Entre 1498 e 1500, chegou às ilhas de Granada e Trinidad e Tobago. Apenas nesta terceira viagem, chegaria efectivamente ao continente americano. Para além da escassez das prometidas riquezas, Colombo viria mesmo a ser acusado de tirania e abuso de poder, levando os reis a nomear uma comissão para analisar a situação. Em 1500, Francisco de Bobadilla é enviado à América, mandando prender Colon e o irmão, que seriam deportados para a Europa. Viriam contudo a ser absolvidos e recompensados pela coroa espanhola. Colombo viria a realizar a sua quarta viagem entre 1502 e 1504, navegando nas Antilhas, chegando à Martinica. O governador de La Hispaniola proibiria o desembarque de Colombo, que depois de ancorar por um período em Santo Domingo, seguiria para as Honduras e, finalmente, chegando ao Panamá. Em 1504, retornou definitivamente à Europa. Após a morte da rainha Isabel, nesse ano, viria a desentender-se com o Rei Fernando, sendo-lhe retirados todos os privilégios como governador das novas terras. Cristóvão Colon faleceu em Valladolid a 20 de Maio de 1506, sem ver devidamente reconhecidos os seus feitos que abriram novos mundos à humanidade. Até ao fim da vida, acreditou ter chegado à Ásia, sem saber que tinha descoberto um novo continente. Em 1542, o corpo seria exumado e levado novamente para a Républica Dominicana, até que, em 1899, retornaria a Espanha, onde repousa na Catedral de Sevilha. |
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sigla cabalística cuja decifração em latim é:
"Fernandus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt"
que significa:
"Fernando, que detém a espada do poder em Pax Julia, ligado com Isabel Sciarra da Câmara, são a minha geração de Cuba" |
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1-(CUBA) Dom Jaime de Bragança (filho de Dom Teodósio I, 5º Duque de Bragança e de Dona Beatriz de Lencastre) ocupou e melhoro una "casa grande" de Vila Alva (Cuba) - onde, presumivelmente, nasceu Salvador Zarco. - ( pag-426) in BARRETO, Augusto Mascarenhas - O Português Cristóvão Colombo- Agente secreto do Rei dom João II ; 1988; edições Referendo,LDA - Lisboa |
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Agência LUSA
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Estátua de homenagem
ao navegador alentejano Cristóvão Colon
O enigma sobre a naturalidade do descobridor das Américas está para durar e promete mais polémica, este mês, com o primeiro monumento em Portugal de homenagem a Cristóvão Colon, alentejano, natural de Cuba, distrito de Beja. |
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A 28 de Outubro, 514 anos depois de ter descoberto a ilha à qual deu o nome de Cuba, na América Central, o navegador vai ser homenageado na Cuba do Alentejo, a sua terra natal, segundo as teses defendidas por diferentes historiadores e investigadores portugueses. Uma estátua em bronze, com tonelada e meia, assente num pedestal em granito, com sete toneladas, vai "oficializar", na vila alentejana de Cuba, o nascimento de uma das figuras mais célebres da história mundial. O monumento, da autoria do escultor português Alberto Trindade, vai ficar no principal largo da terra, que também tomará o nome do descobridor das Américas, mas ostentando o nome de Cristóvão Colon, pseudónimo do alentejano Salvador Fernandes Zarco, filho ilegítimo do Duque de Beja com Isabel Gonçalves Zarco. É a este alentejano Cristóvão Colon, e não ao genovês Cristóvão Colombo , que as teses portuguesas reivindicam o feito histórico de descobrir das Américas, ao serviço dos reis de Castela. Familiar de João Gonçalves Zarco, antigo navegador português, Cristóvão Colon vai ser perpetuado em Cuba, numa homenagem a que se associam o município, a Fundação Alentejo Terra Mãe e o Núcleo de Amigos da Cuba, uma associação de cubenses não residentes na terra. Todos persuadidos da naturalidade alentejana do explorador, os promotores da homenagem esperam que o "momento histórico" permita ressuscitar a controvérsia e a disputa sobre a origem do navegador: Genovês, numa versão oficial enraizada, mas que Espanha também procura demonstrar ser catalão. "As entidades oficiais portuguesas deviam ter mais algum interesse e aprofundar isto", apelou Carlos Calado, presidente do Núcleo de Amigos da Cuba, reafirmando que as últimas provas divulgadas apontam para a nacionalidade portuguesa do descobridor. O responsável adiantou à agência Lusa que, além das principais autoridades regionais, vão ser convidados a assistir à homenagem a ministra da Cultura, investigadores, o embaixador de Cuba em Portugal e "representantes da família Zarco, de que Cristóvão descende". Com dois metros e meio de altura, a estátua em bronze a descerrar em Cuba, apresentando a "verdade histórica", será o primeiro monumento a reivindicar a nacionalidade portuguesa do navegador. O rasto do descobridor das Américas em território português, segundo Carlos Calado, apenas está associado ao oficializado Cristóvão Colombo, passando p ela casa onde viveu em Porto Santo e por uma estátua no Funchal, na Madeira, além de fazer parte da toponímia de Cascais. Lamentando a inexistência de qualquer monumento ou homenagem a Cristóvão Colon em Portugal, o presidente do Núcleo de Amigos da Cuba lembrou que em Itália e Espanha o nome de Cristóvão Colombo está espalhado por estátuas, ruas, praças e vilas de muitas cidades e vilas. Assumindo-se como defensor da tese que indica que o almirante era alentejano, de Cuba, José Flamínio Roza, presidente da Fundação Alentejo Terra Mãe, também se associou à homenagem, assumindo os custos da estátua, em bronze. "Acredito com segurança que ele era português", declarou Flamínio Rosa à agência Lusa, entusiasta das teses apresentadas por diferentes historiadores e investigadores, entre eles Mascarenhas Barreto e o luso-americano Manuel Luciano da Silva. O presidente da Câmara de Cuba, Francisco Orelha, dispara no mesmo sentido: "Se os historiadores fizerem essas teses, quem sou eu para dizer o contrário". Embora admitindo dificuldades em fazer vingar a naturalidade cubense do navegador, Francisco Orelha garante que a autarquia "não larga o assunto", observando que a sua terra e a Cuba americana eram as únicas que se conheciam com essa denominação. "É estranho que um genovês deixasse nas Caraíbas cerca de 40 topónimos com referências ao Alentejo, como Cuba, Guadiana, Mourão, São Vicente (na altura freguesia de Cuba), Trindade, Faro, S. Cristóvão, S. Bartolomeu, Guadalupe e Conceição", alegou. Argumentos que fazem parte da tese portuguesa, sobretudo da das últimas décadas, mas o enigma continua por desvendar até que, segundo Carlos Calado, surjam documentos decisivos. "A certeza absoluta só com testes de ADN ou com um documento irrefutável, mas estes foram todos destruídos", alega o presidente do Núcleo de Amigos da Cuba, lamentando não aparecer esse "Bilhete de Identidade" do descobridor. Os manuais escolares são unânimes em evocar a figura de Cristóvão Colombo, que nasceu em Génova em 1451 e morreu em Valladolid (1506), repousando as ossadas na catedral de Sevilha (Espanha). Em 1479 casou com a portuguesa Filipa Perestrelo, filha do colonizador de Porto Santo, Bartolomeu Perestrelo, ilha onde viveu e onde terá ganho formação marítima. Depois, concebeu a ideia de chegar às Índias pelo Ocidente. Em 1484, apresentou o seu projecto ao rei D. João II de Portugal, que o recusou, e anos depois a sua ideia foi acolhida pelos reis de Espanha, tendo alcançado as Antilhas (Ilhas na América Central) a 12 de Outubro de 1492, sob as ordens dos reis católicos de Espanha. Esta versão enraizada é contestada por investigadores portugueses, como Augusto Mascarenhas Barreto, segundo os quais D. João II terá enviado a Espanha o navegador Salvador Fernandes Zarco, que se apresentou com o pseudónimo de Cristóvão Colom com a missão de convencer os reis católicos a financiar a procura d a rota das Índias pelo ocidente, devendo manter oculta a sua origem. Mascarenhas Barreto também estudou a misteriosa assinatura de Cristóvão Colombo, concluindo pela sua nacionalidade portuguesa e que nasceu em 1448 e não 1451 como está oficializado. A decifração sigla-cabalística atribui a Cristóvão o nome de Salvador Fernandes Zarco. O investigador concluiu que a cabala estudada significa: "Fernando, duque de Beja e Isabel Sciarra Camara são os meus pais de Cuba".
Agência LUSA |
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Quem Foi Cristóvão Colon? Excerto do programa Sociedade Civil, passado na RTP2 em 22/01/2008. |
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Excerto do Jornal da Tarde de 06/01/2008 |
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